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“Maria beijou Hélio no rosto via Buddy Poke”

17/10/2008

 

Cada dia tem uma coisa nova na internet. A vida real está sendo transposta para o virtual por meio de sites como Orkut, Facebook, Hi5 e mais uma infinidade do tipo. Juro, juro mesmo que tentei entrar no Facebook, até entrei, mas não deu certo. Por que? Digamos que muita modernidade ao mesmo tempo aqui e agora me confunde, fiz curso de datilografia, ganhar presente virtual me confunde.

No Orkut até que eu me viro bem, quer dizer, virava. Depois que inventaram o Buddy Poke, opção de música, mapa dos lugares e mais sei lá o quê, fiquei perdido de novo. Fiz um Poke, mas nunca lembro de abrir e ver o que está acontecendo. E agora dá pra você abrir seus scraps para todo mundo ler nas atualizações. Quando eu acho que estou abafando, entendendo de tudo, trocam, mudam, inventam. Fico sempre para trás.

Facebook então, hummm, é um desafio, foi, na verdade. As pessoas me cutucavam, davam presente, me compravam. Até uma Bianca Exótica e um André Almada eu recebi e não sabia o que fazer. Mando de volta? Cutuco de volta? Como? Onde? E o povo se joga, é uma diversão (para quem entende e eu admiro por isso) comprar aquela bicha sua amiga, depois vem a outra bicha e compra você, e você compra a bicha, a bicha te compra, todo mundo vende todo mundo e ninguém ganha um real verdadeiro por isso. Acho que até quando saí estava valendo alguns milhares de reais. Quem faz essa cotação? O banco do Fidel Castro? Humpf!

Desisti. Não é pra mim. Orkut já é demais, um só está de bom tamanho. Fico pensando em como deve ser a vida daqueles amigos que me mandam convite via e-mail “Acesse meu perfil e fotos”. Aí você vai ver é mais um site de relacionamentos e contatos na internet. Outro, depois outro, mais um. Tudo bem que cada um deles funciona de forma diferente. Mas são muitos. Imagina pra lembrar todas as senhas, logins, e-mails. Você tem que andar com uma caderneta daquelas com índice alfabético: “o” – Orkut: nonono@nono.com.br senha: nonono. “H” – Hi5... por aí vai.

Não dá pra negar que os relacionamentos humanos estão se virtualizando. Uma piscadinha no msn substitui para algumas pessoas o oi real, ver o sorriso, sentir o perfume (ou não, né?). Aí você fica tão perdido com esse monte de sites e acaba sem tempo pra dar aquela ligada para a amiga e combinar de dar uns bordejos (adoro Aguinaldo Silva) por aí. Como eu sempre digo: bicha burra sofre!


Escrito por Hélio Filho às 18h50 Comentários Envie

De segunda

16/10/2008

A segunda vez pode ser muito melhor do que a primeira. Um cinema com o gato novo, por exemplo, é bem melhor do que na primeira vez. Você sabe se pode rir alto sem assustar o bofe, pedir a pipoca mega-combo-ultra-gold lotada de manteiga sem ele te olhar torto querendo te matar antes que o colesterol faça isso, comentar as cenas (ou não, por favor, assista ao filme!) e sabe, inclusive, se ele é daqueles que deixam você pegar na mão no escurinho ou se fogem de carícias públicas como o Diabo da cruz (como se no escuro do cinema todo mundo estivesse olhando para ele, e não para o filme).

O segundo encontro é uma delícia, ainda mais se você for desses que marcam pela internet e fazem promessas a Deus e todo mundo para o cara ser o mesmo da foto. Quem teve o primeiro encontro inesperado, pode se preparar melhor para o segundo, colocar aquela roupa da sorte (tem gente supersticiosa pra tudo), passar o perfume “cata-macho” e não corre o risco de estar cheio de sacolas e papéis do trabalho (além da cara de dia todo). A segunda transa então, uh! Já dá pra saber quem vai fazer o quê, como, onde e quantas vezes. Sem contar que rola uma pouca intimidade já, você não fica tão preso e se entrega às delícias, fala mais do que gosta ou não.

O segundo beijo não é o melhor, ainda mais se o primeiro foi roubado no meio da rua sem você esperar, mas também tem seu charme. A boca encaixa certo, as línguas encontram suas velocidades de encontro e a paixonite já cresceu um pouquinho. O magnetismo oscular aumenta, uma delícia. A primeira vez tem toda uma emoção própria, mas a segunda traz mais certezas. Para capricornianos como eu, certezas são extremamente atrativas, nos dão segurança e nos seduzem.

A segunda vez que você vai àquele clube novo super legal também é melhor, e mais segura. Não corre o risco de cair naquela escadaria que surge de repente do nada (ainda mais se você bebeu um pouco), já sabe os clãs da noite que vai encontrar e, em alguns casos, já elegeu o barman mais gostoso para pedir todos os drinks só para ele a noite toda. Só não vale ficar bêbado e encostar no balcão caindo e falando mole demais. Tem que manter o charme, você está seduzindo.

Término de namoro então, nem se fala. Da segunda vez que você termina não tem tanto drama, você sabe que existem muitas possibilidades de volta (afinal, já aconteceu uma vez) e já nem liga tanto para os charminhos do amado. Você já chorou, ou fez chorar, e talvez, o que é bem provável, o motivo do segundo término seja o mesmo de antes, por isso a volta é muito previsível, tem um caminho de argumentos já traçado e te deixa mais tranqüilo.

Mas algumas segundas não são tão bem quistas. Segunda-feira é a hours concours, só dono de banco que gosta, e olhe lá, isso se for dias tipo 5, 10 ou 30, quando eles sugam seu salário por uma válvula imaginária impossível de ser bloqueada por nós, simples mortais pagantes de impostos. Existem outros exemplos de primeiras vezes que não devem, nunca, de modo algum, por favor, ter continuidade. Ombreiras enormes pela segunda vez na moda, não! Fazer permanente no cabelo, nunca (se você fez a primeira vez, ok, errar é humano, mas persistir no erro?)! Gretchen (e qualquer outra subcelebridade) na indústria pornô, socorro!

Nossa, poderia escrever uma verdadeira lista de erros a não serem repetidos, melhor parar. Até porque, preciso curtir a segunda postagem, que chega menos tímida, com alguns poucos comentários legais e cheia de vontade de ser lida. Bom, essa foi uma segunda vez minha muito gostosa.


Escrito por Hélio Filho às 18h30 Comentários Envie

Chegay!

15/10/2008

Oi, tudo bem? Eu sou o Hélio, aquele que escreve algumas das matérias que você lê aqui no Mix. Pois é, agora vou escrever também aqui no blog, mas a abordagem é diferente, e é justamente sobre essa diferença que eu queria falar. Por que um jornalista que passa o dia todo escrevendo ainda quer um blog? Simples, porque a ética jornalística nos impede de escrever algumas (várias, na verdade) coisas que podem soar – e muitas vezes são – tendenciosas. Além disso, não podemos postar no site um vídeo daquela música que adoramos e acordamos com ela na cabeça.

O blog é uma válvula de escape, um campo aberto para ser semeado por idéias que nem sempre rendem uma boa pauta. Mas um blog não substitui um site. Ok, pode parecer uma visão conservadora, de quem ainda adora o cheiro de um jornal impresso (com direito a dedão manchado) e compra CD em vez de baixar músicas na internet. Mas é a verdade, pelo menos a minha verdade. Por mais que proliferem por aí blogs, fotologs e videologs, é na estrutura primeira de um site que o leitor pode encontrar a certeza de estar lendo uma matéria jornalística, de pessoas que possuem um diploma conquistado por quatro anos de estudos.

Calma, eu gosto de blogs, leio alguns que acho interessantes e tenho vários amigos blogueiros. Para quem não lembra, o blog do Josias, da Folha, por exemplo, foi um dos principais canais de informação durante o escândalo do Mensalão, em 2006. Era ele quem cutucava lá no fundo a sujeira. Um blog, mas de um jornalista. Só quero deixar claro a diferença entre um lugar que tem sua forma metódica e normatizada de existir (site) e outro que nasceu com o intuito de ser um diário virtual (blog).

Os blogs foram evoluindo e mais pessoas além dos adolescentes cibernéticos e cheios de dúvidas existenciais se apropriaram de suas ferramentas para divulgar informações. A coisa começou a tomar corpo, ficar popular. Lembro que pelos idos de 2001 fiz meu primeiro blog e existiam no Brasil (chutando) uns três servidores de blog, no máximo. Hoje os blogs se espalharam e agora se somam aos outros veículos de comunicação para informar a sociedade.

Isso é bom, dá uma visão plural ao leitor e, essa é minha impressão, fica mais próximo do leitor, sem o distanciamento entre redações físicas e o computador caseiro. Democráticos, populares e muito acessados. Informativos, fúteis, degrau de autopromoção. Tem de tudo hoje em dia na internet, bom mesmo é saber diferenciar uma opinião pessoal de um blogueiro de uma informação apurada com isenção (mesmo que alguns jornalistas tenham deixado de ser isentos e descaradamente assumam um certo lado da notícia).

Nossa, acho melhor parar por aqui, senão acabo escrevendo um tratado sobre a nova formatação da informação. Quem me dera, ainda estou bem longe de um Adorno ou Horkheimer. Então é isso, bem-vindos ao meu blog. Será que comecei bem?


Escrito por Hélio Filho às 16h00 Comentários Envie


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