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Madonnão

18/12/2008

 

Eu não vou ao show da Madonna. A nenhum dos três aqui em São Paulo. Não é mágoa de miguxa de quem não pode comprar o ingresso. Não sou rico, mas poderia comprar e ir (ainda mais sendo pós-graduando, o que me garante uma providencial carteirinha de estudante). O que me impede é um simples fator: eu não quero. Mas o que mais me incomoda é ter que ficar ouvindo: "cooooomoooooo você não vai? É a Madonna, a rainha, a diva, a deusa, uiiii!!!". Eu sei, Madonna é Madonna, ela é tudo, maravilhosa, incomparável e etc., mas não me animei, de verdade.

Desde começou todo aquele burburinho de vai ou não fazer show no Brasil eu já não me animei. Adoro a Madonna, mas não tenho todos os CDs, os filmes, as camisetas, as fotos, pôsteres e sei lá mais que sorte de objetos os fãs colecionam por aí. Tenho até medo de pensar. Como dizia, não me animei mesmo. Quando as datas foram confirmadas, não deu aquele friozinho na barriga e minha cabeça também não começou a pensar em mil coisas para se fazer antes do grande dia.

Acho que se fosse na fase da obra-prima "Ray of light" ou do batidão "Music" eu até iria, mas era uma fase pessoal também, de querer ferver, ui, arrasar, ui, jogar cabelón, ui, causar, ui! Estou calmo atualmente (até demais), preguiçoso, confesso. Com certeza tem gente pensando que eu vou me arrepender de não ter ido quando ela estava aqui do lado. Talvez, pode ser. Mas não vou me forçar a ir ao show só para dizer que fui e tirar muitas fotos para colocar no Orkut, no MSN, de camiseta da turnê e chapéu (piada interna).

Pode parecer absurdo para as madonnetes (como é a grafia disso, gente???) de plantão, mas Madonna me deu bode. Ela não me toca (uiiii) como tocava antes. Credo, essa frase ficou parecendo de terapia de casal, mas enfim. Sério, ela não é para mim mais a Madonna que já foi, e acho isso até normal. Lembro que a primeira vez que vi a mítica figura dela foi na capa do disco "You can dance", aquela coletânea de remixes lançada em 1987 (eu tinha três anos).

Vi o disco na casa de uma amiga da minha irmã mais velha, que já tinha seus 13 anos, lá por 1988/89. Cabelo quase branco, unhas vermelhíssimas e a pinta chamaram minha atenção. Eu já sabia que era gay, nasci sabendo, e a identificação foi instantânea. Mas nisso não rola mais. Hoje, literalmente hoje, ela está aqui do meu lado. Sem a pinta, sem as unhas vermelhas e com o cabelo menos branco. Bom show para quem vai, tenho certeza de que será incrível e inesquecível. Eu vou ficar em casa, sinceramente em paz.


Escrito por Hélio Filho às 17h17 Comentários Envie

Yes!

15/12/2008

 

É muito bom quando alguém realiza o sonho de todo um planeta. E toda uma profissão também, no caso, dos jornalistas. Atire o primeiro sapato aquele repórter que nunca sentiu vontade de jogar alguma coisa na cara de algum entrevistado, ainda mais quando ele acha que pode te enganar com discursos prolixos.

 Montazer al Zaidi, personalidade 2008. Confira o vídeo aqui


Escrito por Hélio Filho às 18h23 Comentários Envie


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