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Então, é Natal

22/12/2008

 

Como todo ano, ainda bem, o Natal chegou. Impossível não perceber a iluminação da Avenida Paulista e de todos os outros lugares que adoram atrair gente com sua decoração, algumas de cair o queixo. Ainda bem, de novo, o Natal é sempre igual, e uma delícia. Adoro a data, prefiro Natal ao Ano Novo, sempre gostei do clima, da preparação, mesmo achando um absurdo comer só à meia-noite, sendo que em Jerusalém essa meia-noite já passou faz tempo. Mas simbologia é metade do Natal. Passa.

No Natal tem algo mágico, um espírito mais leve, deve ser o inconsciente coletivo, só pode. Todo mundo fica mais calminho, mais amável, pelo menos até encher a cara de vinho e dar bafão na festa (evite, por favor). As famílias se unem, mesmo falando mal um do outro pelos cantos, todos celebram e acaba o Natal, mas não sua azia, ressaca e falta de dinheiro porque gastou horrores naquele peru ultramegagoldmaxitoppremium que alguma marca lançou este ano.

Você vai ligar a televisão e Roberto Carlos estará recebendo convidados. Xuxa vai entrar em algum mundo da imaginação, que não o que ela já vive, Didi e sua turma de quase atores também e uma enxurrada de especiais que servem de pilotos para um futuro seriado vão te divertir, ou irritar, depende de você. Mas o Natal é isso, é quando a família toda se junta, bebe, troca presentes, come vários animais diferentes e vai embora falando mal da roupa da cunhada, do presente chinfrin do tio ou do tender que não tinha molho o bastante. O espírito natalino existe, mesmo que por uma noite.

Como dizia, eu gosto de Natal, principalmente o da minha casa. Se você conseguir visualizar uma família formada por descendentes de italianos e libaneses vai ver todo mundo mexendo muito o braço, falando alto em volta da mesa (sempre em volta da mesa) e os mais velhos enfiando comida nos mais novos ao som de "tá tão magrinho!". Eu? Gente, troca os óculos, titia. Mas isso faz parte, família é sempre igual, só muda de endereço, quando muda. E Natal é igual também, ainda bem.

Mas tem coisas ruins também. Ruas cheias de gente passeando e atrasando o cotidiano de quem não parou de trabalhar. Famílias inteiras no metrô com pencas de sacolas cheias de presente (o Capitalismo agradece) ou até mesmo com árvores de Natal (presenciei isso, existe!). Sem contar que eu não sou muito fã de músicas natalinas, ainda mais as que são executadas há, pelo menos, 24 anos, meu tempo de vida. Todo ano são as mesmas, precisa reformular, gente, e rápido. Mas não reformular cantando em outro ritmo, é para compor outras, tá?

Feliz Natal!


Escrito por Hélio Filho às 17h42 Comentários Envie


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