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Ardente

27/01/2009

E continua a saga “pague pela sua burrice de não ter passado protetor solar”. Hoje, um capítulo cheio de ardências sem nenhum sex appeal. Metrô, aquele lugar onde todo mundo se encontra, divide o mesmo espaço e coloca à prova aquela antiga lei da Física que diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar. Com certeza Einstein, Newton nem nehum deles andava de metrô, passou longe da Sé no horário de pico. Podem, e ocupam. Agora imagine uma pessoa que não pode ser tocada em um lugar assim.

Hum, esse “não ser tocada” ficou parecendo coisa de princesa, muito gay. Mas enfim, voltando. A alça da bolsa já faz um estrago enorme nos meus ombros. Agora, nunca vou entender porque algumas pessoas tem um espaço enooorme para andar e cismam em passar bem do seu lado e esbarrar em você, e na bolsa, conseqüentemente. A alça desliza na camiseta de algodão e aquece a epiderme rubra. Poética essa definição pra “p&*¨que p¨&%#$, car&*%¨%, não está vendo que eu estou com insolação?”.

Até aí tudo bem, não está escrito na minha testa que eu estou debilitado epidermicamente, digamos assim. O pior é quem te vê andando de um jeito diferente, todo cheio de cuidados, e mesmo assim empurra, esbarra ou cutuca. Mas me diz, como não ser tocado no metrô paulistano? Impossível. O jeito é pagar mico e ficar se desviando pessoa por pessoa e rezando para que o vagão esvazie logo.

Até a inocente e contadora catraca vira inimiga das coxas. Continuo assim, caminhando, cantando, seguindo a canção e assoprando minha pele sem lenço, documento e o sol de quase dezembro.


Escrito por Hélio Filho às 16h19 Comentários Envie

Sente a Maresias

26/01/2009

Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão. Calma, não é a Fafá cantando, é minha pele depois de uma tarde em Maresias. Depois de muito tempo sem tomar sol, resolvi expor a pele que estava quase transparente. Foi demais. Digamos que por motivos de memória afetada pela brisa esqueci de passar o filtro solar nas pernas e barriga e hoje o meu maior sonho é ter uma banheira de gelo o dia todo. Deveria ter feito como sempre fiz: protetor 60, na sombra, o dia todo. Sair da sombra só depois das 18 horas.

Nem percebi que estava ficando queimado, até porque você só percebe quando já está vermelho e sua pele em chamas. Estava lá na praia, pensando na vida, ouvindo o barulho do mar, conversando, vendo as sungas e seus recheios e nem lembrei que deve fazer uns cinco anos que não tomo sol, que sempre fico na sombra. Não deu outra, estou rosa. E o pior é isso, eu fiquei cor-de-rosa! Não sei bem se rosa, sou péssimo para cores, mas um vermelho róseo (existe?), ou um rosado vermelho (???).

Movimentos bruscos estão terminantemente proibidos por aqui. Abraços animados e tapinhas nas costas são sentenças de morte para quem os der. Bicha burra sofre mesmo. Mas valeu a pena, Maresias é uma delícia e a praia estava bem atraente aos olhos. Agora, com sua licença, vou ali comprar um hidratante para deixar de ser um pato laqueado.


Escrito por Hélio Filho às 17h39 Comentários Envie


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