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Pará

18/04/2009

E vim parar em Belém do Pará, sim, da Fafá. Vim para cobrir o III Congresso da ABGLT, que está sendo realizado em um hotel bem à beira de um rio que eu não lembro o nome, mesmo o povo daqui tendo me falado vááárias vezes. Enfim, falta de memória provocada à parte, dá para dizer que, claro, aqui as coisas são bem diferentes. Claro, é a região Norte, não tem muito a ver com a as outras e isso é maravilhoso, um congresso de diversidade em uma região bem diferente do eixo Rio-São Paulo.

Ainda bem, assim ganho, não só eu, mas todos os participantes, uma chance de conhecer coisas novas, ver gente diferente (beeem diferente), tomar suco de cupuaçu e comer a melhor farinha do Brasil. Entendi porque Fafá é bem fortinha, a farinha daqui é incrível. Mas a impressão que me dá, deve ser pela proximidade do rio, é a mesma de estar no Pantanal, úmido, quente e bem chuvoso. Tem bastante coisa para contar, mas tem tanta discussão por aqui e tanta votação que fico por aqui.


Escrito por Hélio Filho às 16h13 Comentários Envie

Kgada

16/04/2009

Sou muito desajeitado. Estava eu andando ontem em casa rumo à lavanderia e dei um passo em falso no degrau. Machuquei meu pé e estou parecendo a Shirley de “Torre de Babel” (lembra da Karina Barum?). Eu hein. Além disso, fui vítima de mais uma inversão térmica paulistana e fiquei meio constipado, que ebó. Jesus é maior! Mas é isso aí, andando devagar e sempre se chega ao longe. Até porque não tem outro jeito de andar nessa situação.


Escrito por Hélio Filho às 18h10 Comentários Envie

Baby

14/04/2009

Minha hegemonia foi quebrada. Depois de 25 anos sendo o caçula da casa, meu pai, que é separado da minha mãe, me diz hoje que eu terei uma irmãzinha. Essas coisas dão um nó na cabeça de qualquer um. É realmente a nova composição da família brasileira, que inclui famílias com dois pais, duas mães e assim por diante. De repente, uma irmã, outra, porque eu já tenho três – mais velhas. Mas essa será mais nova, o clima deve ser bem diferente, outra onda. É esperar para ver.

Eu bem que achava estranho ele sair lá dos confins do Tocantins para vir até São Paulo quase todo mês no ano passado. Não quis me contar o que estava fazendo por medo que eu o reprovasse por ter mais de 60 anos e querer ser pai de novo. Eu julgar? De modo algum, sou gay e isso significa (no meu caso, pelo menos) que eu quero que todo mundo viva sua vida do jeito que bem entender, desde que respeite o próximo. Bobo ele, mas entendo.

Minha madrasta, que não é má e com quem eu passo horas conversando sobre esmalte e cabelo (eu a adoro, mas ela precisa de uns toques), já está de seis meses, o que significa que provavelmente minha nova irmã será leonina, e com leoninas eu me dou bem – que o diga Vavá, Maria Elisa e Maria Fernanda. Claro que ela vai adorar receber elogios e nunca vai se conformar em ser a segunda pessoa mais requisitada da festa, tudo bem, estou acostumado.

Mas o melhor foi uma deixa que meu pai, que jura não saber que eu sou gay, soltou. Ele queria mais um menino - até porque o que ele fez há 25 anos saiu meio diferente do que ele esperava -, mas veio outra menina, a quarta filha dele. Ele está feliz, mas confessou super naturalmente: “queria um menino agora, só tenho mulher em casa”. É claro que eu fiz a egípcia e nem dei confiança. Gostei do tom da voz dele, sem reprovação, como quem está brincando mesmo.

Eu sei que ele queria outro menino não porque não goste de mim, mas porque eu sempre fugi de ficar fazendo aquele monte de trabalhos super masculinos e nunca consegui ficar muito tempo nas rodas de conversa dos amigos dele. Se algum ainda fosse interessante, quem sabe. Não foi dessa vez que meu pai vai ter uma nora (minha mãe ama pensar que nunca terá uma nora), a não ser que minha irmã mais nova seja bolacha, seria bem legal.


Escrito por Hélio Filho às 15h56 Comentários Envie


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