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Amigo se guarda na prateleira

01/07/2009

Bill Lee (dir.) conversa com um de seus amigos exóticos

Amigos são ótimas fontes para se descobrir coisas novas. Sempre tem alguém que leu um livro incrível e vai te falar, viu um filme super legal e vai te indicar ou assistiu a uma peça e faz questão que você veja. E comigo não é diferente. Meus amigos são tão diferentes entre si que formam uma massa só, que eu adoro, uma bagunça de profissões, orientações sexuais e gostos. Essas diferenças garantem a mim uma seara farta de dicas – nem sempre boas, confesso (Vivi, música celta no jantar não rola!).

A última que segui foi assistir a um filme que minha amiga Vavá indicou. Já ia fazer dois anos que ela me falava dele, sempre super empolgada, dizendo que eu não podia deixar de ver. Pois bem, peguei o DVD emprestado e fui assistir. No primeiro minuto do filme eu já pensei: “Vavá é foda, sabe bem do que os amigos gostam”. O filme rolou e eu adorei.

Mas qual era o filme? “Mistérios e Paixões” (Naked Lunch), do David Cronenberg. Não é lançamento, pelo contrário, é de 1991 e meio difícil conseguir achar para locar. Sabe-se lá como (e melhor e mais seguro eu não saber mesmo), Vavá tinha e me emprestou. Baseado no romance autobiográfico de mesmo nome do escritor outsider William S. Burroughs, o filme conta a história de um homem que sonha em ser escritor, mas na realidade é exterminador de insetos na Nova York dos anos 1950. A mulher dele fica viciada em injetar o inseticida (ui! Colocadona! Inseticida bafo!) e faz o marido experimentar. Daí pra frente ele entra em uma sucessão interminável de viagens cada vez mais loucas.

É claro que o filme é só uma metáfora para o mundo louco que se pode entrar com o uso de certas substâncias. Bill Lee (o ator Peter Weller) começa a viajar que sua máquina de escrever é um inseto gigante (hilário e mal-humorado) membro de uma corporação secreta para a qual ele deve fazer relatórios. Só que essa corporação, a Interzone, na verdade é o limbo onde entram os adictos. Vale a pena assistir ao filme com essa visão desde o começo para catar bem a moral da história.

E os homossexuais entram com tudo (ui, de novo) na história. Considerada uma porta de entrada para a Interzone (o mundo das drogas), a homossexualidade é louvada em um mundo bem povoado por gays vulneráveis ao vício. Em certos momentos Bill chega a questionar se não seria homossexual, coisa que não fica muuuito clara não, viu? Quem não viu deve ver, e quem viu pode rever, duvido que deu para entender tudo em uma assistida apenas. Eu vou ver de novo, adoro a parte em que o inseto gigante faz piadas nonsense!


Escrito por Hélio Filho às 18h13 Comentários Envie


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