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O Picasso do moreno

08/07/2009

Estava eu saindo de minha avarandada casa hoje pela manhã rumo à Redação deste site que você está lendo agora quando tive uma visão bela, quase renascentista (não fossem os buracos imperfeitos da calçada): um moreno alto, bonito e sensual com um corpo de dar inveja ao Davi. Mas não pára por aí, ele estava lavando seu carro, de camiseta branca apertada, calça marcando bem as curvas corporais (principalmente o delicioso kibe) e um cinto que, para minha alegria, estava um pouco largo demais.

Lá estava esse moreno lindo, quase em frente da minha casa, (se estivesse em frente, ia fazer um café na hora!) protagonizando aquela cena quase ficcional. Parecia bastante uma cena daquela antiga série da Globo “A Desinibida do Grajaú”, onde a mulher em questão (acho que a atriz era a Claúdia Alencar) ia lavar seu carro e, propositalmente, transformava isso em um show para os olhos masculinos (e das bolachas também, claro). E o moreno lavava seu Xsara Picasso com carinho, talvez sem querer, mas provocando.

Jogava água em seu Picasso e seu Picasso ficava molhadinho. O líquido escorria por todos os lugares do Picasso, deslizavam em ondas que abraçavam aquela coisa enorme, linda, me despertando uma vontade louca de subir no Picasso do moreno e ficar lá o dia todo aproveitando essa sensação deliciosa de estar sentado em um Picasso.

Diminui o ritmo do passo para não passar tão logo por ele, queria olhar mais. Oras, não é todo dia que um homem lindo daqueles decide lavar o carro quase em frente de casa, tinha que aproveitar. No máximo, o borracheiro da esquina lava seu calhambeque de sábado para levar a família para ver a avó em alguma cidade aos arredores de São Paulo. Um moreno com um Picasso nunca pode ser menosprezado!

E fui subindo, subindo, olhando o moreno, o Picasso, aquele líquido escorrendo fartamente do Picasso. Uma loucura. Como o moreno não ia pagar minhas contas, tive que vir trabalhar e passei pelo moreno, abandonando aquele antes tão privilegiado campo de visão. Continuei subindo a ladeira da minha casa rumo ao metrô. Claro que dei uma olhadinha ou outra para trás para ter certeza de que não era um sonho atrasado, que se recusou a ir embora quando eu levantei da cama.

Continuei subindo, mas agora muito mais animado. Afinal, tinha um moreno delicioso com seu Picasso bem atrás de mim.


Escrito por Hélio Filho às 13h53 Comentários Envie


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