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Terra

14/08/2009

É engraçado pensar que a Terra está viva. É claro que isso sempre foi assim, ninguém nunca ensinou o contrário (a não ser alguns mais pessimistas), mas sentir isso fisicamente é diferente. E na Amazônia isso fica claro, é um tapa na cara de realidade, a Terra está viva e vibra. Andando pelo enorme Rio Solimões dá para sentir o coração do planeta literalmente vibrando, e juro que não era o motor do barco.

A sensação que dá é que a selva te abraça, bem Mãe Natureza mesmo. O legal é ir para curtir essas coisas, se conectar mesmo com a natureza, sentir a textura da folha, pegar no tronco da árvore centenária e se deslumbrar com o espelho sem fim que a água forma. Na selva amazônica tudo parece estar sobre uma pintura impressionista, como se a árvore real quisesse dizer que até ela pode ser bem mais do que simplesmente é ali, naquela hora. A gente sempre pode se projetar para fora de si mesmo.

E o céu de noite não tem adjetivo que classifique. Para quem há um tempinho não vê as estrelas sem muita luz por perto, olhar para o céu da noite amazônica foi como entrar em um telescópio sem destino, com a única missão de ficar apreciando cada brilho de cada pequena, grande, média, ofuscada ou brilhante estrela. E tem milhões delas, infinitas, para fazer os olhos sumirem no meio de uma manta de pequenos pontos de diamantes em um veludo negro.
Quando se entra na selva, ah, aí sim, aí você sente realmente quem é, um animal mesmo, inserido em um sistema perfeito orquestrado por essa energia do coração da Terra. Como deveria ser, como era. O Homem volta a ficar impotente diante de tantas árvores gigantes, sucuris enormes e uma riqueza de vegetação que só mesmo quem mora lá faz tempo para conseguir caminhar por ela sem se perder. Tudo é verde, selvagem.

E eu curti mesmo essa viagem de natureza, me deixei levar e tive uma experiência inenarrável, contada apenas na boca de siri para alguns poucos amigos. Coisas que só a maior floresta do mundo pode reservar. Essa conexão com a natureza eu tenho desde quando morava por muito tempo no Pantanal, mas ficou mais forte, mais elaborada e esclarecedora. É bom se dar conta de algumas coisas enquanto é tempo, como ir para a Amazônia antes que tudo lá vire propriedade de ONGs internacionais.


Escrito por Hélio Filho às 15h27 Comentários Envie

Muito

11/08/2009

Voltei da Amazônia com tanta coisa para pensar que preciso de mais um dia para postar sobre a viagem, ok? Beijomeliga (se tiver meu número).


Escrito por Hélio Filho às 18h16 Comentários Envie


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