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A gente se enrola, se embala, se embola

06/11/2009

Ontem eu fui conhecer a nova loja da Maison Depil no Pátio Higienópolis e dois passos depois de entrar no shopping encontrei o Breno, que também já morou em Campo Grande. Essas coincidências sempre acontecem. Tem gente que acha que São Paulo é enorme, mas fica minúscula quando isso acontece. Fica do tamanho da distância entre você e o amigo encontrado.

Na primeira vez que o Rafael veio pra cá eu também o encontrei do nada no Conjunto Nacional. Na semana passada, dei de cara com a Talita no shopping Santa Cruz. O Lê Marques então eu até estranho quando não topo com ele pela Augusta. E o detalhe mais importante é que todo esse povo se conhece. E ontem de novo todo mundo encontrou todo mundo.

Depois de encontrar o Breno em Higienópolis, logo a Vavá me ligou e disse que estava no MASP com o Lê Marques, com quem o Breno mora. Depois a Maria Fernanda me ligou dizendo que também estava indo pra lá em vez de me ver no shopping. Aí quando a gente se encontrou, todo esse povo, o Lê Caminha ligou dizendo que estava, com o perdão do trocadilho, a caminho. E é assim que um encontro que era para ser de três pessoas vira de seis, sete, oito.

A gente vive em uma teia onde todo mundo está ligado. No nosso caso a teia é mais forte e de intervalos menores porque todos já moramos na mesma cidade e rola meio que uma união para sobreviver sem família em São Paulo. Tem até amigo-secreto especial só com pantaneiros e seus agregados. E assim a gente vai indo, se encontrando de surpresa ou com combinação prévia. E é tão bom...


Escrito por Hélio Filho às 16h33 Comentários Envie

O que a gente não faz por um amigo?

03/11/2009

Acho que não tem nada que eu não faça por um amigo, desde que concorde com a decisão dele ou pelo menos observe em seus olhos um mínimo de certeza. Foi assim que eu comprei pela primeira vez na minha vida um CD do Queen, o “A Night At The Opera”, de 1975. Era para dar de aniversário para a Maria Elisa e assim foi. A amiga adorou ter nas mãos o disquinho do Queen. Eis que me vi comprando um CD do Queen, banda que eu nunca gostei. Tudo por ela.

Uma outra vez minha amiga mais sapatão de todas, Luciana, me chamou para ir com ela a uma festa onde estariam as várias pretendentes dela. Inclusive, as sapas são cheias desses rolos de paquera, né? Elas combinam a festa, esperam dias e amargam segundos para ver a tal da menina. Acho que gay é mais rápido: vê já na festa e pega. Mas voltando da digressão, lá fui eu com a Luciana.

Mas não era qualquer lugar, era a festa de laço comprido da Associação de Criadores de Cavalos Quarto de Milha. Um lugar completamente sertanejo onde os homens não laçavam só os bezerros na prova, mas também as meninas que passavam por eles. No fim das contas, Luciana encontrou a menina, deu uns bons catas nela no banheiro e eu tive que ficar escutando os amigos da tal menina falando sobre cavalos e mulheres enquanto mascavam fumo de corda.

Com a mesma Luciana, uma vez fui ao churrasco dos calouros de faculdade dela, do curso de Agronomia, só para situar o cenário. Basta dizer que eu era o único sem botina ou bota, com a calça no tamanho certo e não grudada no saco, sem chapéu com peles de vários bichos e fivela gigante no cinto. Só eu também usava uma camisa vermelha florida da última coleção da Triton (sim, faz tempo) e pulseiras de corda de violão (eu disse que fazia tempo). Mas fui, me diverti e garanti a companhia que a Luciana precisava para catar muitas, mas muitas meninas mesmo, inclusive umas que tinham namorado.

Sábado eu de novo fiz mais uma dessas para dar tchau para o Paulo, que trabalhava aqui. Fui parar na The Week paulistana porque sabia que seria um lugar fácil de encontrar o Paulo para dar um tchau mesmo que rápido e desejar boa sorte. Não que seja um sacrifício ir até a The Week, mas para mim neste ano qualquer balada é vista como sacrifício, qualquer compromisso que me faça dormir tarde. Bem velho mesmo, medo de uma senilidade precoce.

E pelo Paulo eu saí de casa e me joguei na The Week, com direito a voltar no domingo pra pool party (onde um dia eu ainda faço uma coreografia de nado sincronizado) e tudo. Quando você desvia sua rota por alguém querido é sempre bom. E sábado foi. Vi o Paulo bem rápido porque fui embora bem cedo, mas deixei meu abraço, meu tchau, meu desejo de que tudo dê certo para ele na nova fase. E eu vou lembrar dele toda vez que for à The Week agora. Assim como lembro da Marê quando toca Queen e como lembro da Luciana quando vou a qualquer tipo de festa errada com sapas safadinhas no banheiro. Quero ver qual será a próxima.


Escrito por Hélio Filho às 17h12 Comentários Envie


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